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Bolsas na Europa sobem com notícia de acordo EUA-China mais perto e dados do PMI

Otimismo tomou conta dos investidores lá fora com a notícia da Bloomberg que apesar dos comentários de Trump e lei sobre Hong Kong a primeira fase do pacto comercial pode sair antes da nova etapa de tarifas

Bárbara Leite

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Na Europa, Bolsas têm altas superiores a 1% nesta quarta-feira (4)–Foto: Pixabay

O dia é de otimismo nas Bolsas europeias depois que a Bloomberg anunciou que os EUA e a China estão se aproximando de fechar a primeira fase do acordo comercial, apesar das tensões em Hong Kong e Xinjiang e comentários do presidente dos EUA, Donald Trump.

Também anima o mercado os dados positivos do PMI (índice de gerentes de compras na inglês em inglês) final da Alemanha e Zona do Euro, que vieram melhores do que o esperado.

Pelas 11h45, também sai o PMI dos EUA. O dado é um indicador da saúde econômica do país.

Os futuros do S&P que estavam caindo 0,05% viraram para alta de 0,40%, quando saiu a notícia da Bloomberg, pelas 6h30.

Às 7h49, o Dax, índice da Bolsa alemã, subia 1,13%, o da França (1,29%) e o da Espanha (1,27%).

Acordo está próximo apesar de comentário de Trump e lei sobre Hong Kong

De acordo com a agência, as pessoas, que pediram para não serem identificadas, disseram que os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, nesta terça-feira (3), subestimando a urgência de um acordo, não devem ser entendidos como significando que as negociações estavam paralisadas, já que ele estava falando abertamente.

A legislação americana recente que busca sancionar as autoridades chinesas por questões de direitos humanos em Hong Kong e Xinjiang não deve afetar as negociações, disse uma pessoa familiarizada com o assunto, acrescenta a Bloomberg.

Leia também: Trump: pode ser melhor esperar até depois das eleições de 2020 para um acordo com a China

Os negociadores dos EUA esperam que um acordo de primeira fase com a China seja concluído antes que as novas tarifas americanas subam em 15 de dezembro, disseram as pessoas. Questões pendentes nas negociações incluem como garantir a compra de produtos agrícolas dos EUA pela China e exatamente quais tarifas reverter, acrescentaram.

O escritório do representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, não respondeu a uma solicitação de comentário. O Ministério do Comércio da China não respondeu imediatamente a um pedido solicitando comentários sobre reversões de tarifas.

Na véspera, Trump sugeriu que o acordo não deveria sair antes de novembro de 2020, após as eleições americanas.

“De certa forma, eu gosto da ideia de esperar até depois da eleição para o acordo com a China, mas eles querem fazer um acordo agora e veremos se o acordo vai ou não dar certo”, afirmou Trump a repórteres em Londres, onde participou da reunião da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que vai assinalar o 70.º aniversário do bloco.

PMIs europeus

O PMI final da Zona do Euro, divulgado pela IHS Markit, considerado um bom indicador de saúde econômica, que junta os setores de serviços e manufatura, manteve-se estável em novembro, nos 50,6, acima do previsto de 50,3.

O PMI de serviços da Alemanha subiu de 51,6 em outubro para 51,7 novembro, superando também uma leitura preliminar de 51,3. Já o índice final alemão avançou para 49,4, de 48,9 em outubro, mas continuou abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Leia também: Agenda econômica da semana: veja o que você precisa acompanhar

A França (52.1) permaneceu o país com melhor desempenho em termos de crescimento, seguida por Irlanda (52) e Espanha (51.9). Junto com a Alemanha, Itália, com 49,6, são os países europeus que sinalizam reduções na atividade do setor privado.

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