O Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) se reúne nesta quarta-feira (23) no Rio para decidir a estratégia para a greve por tempo indeterminado programada para começar no próximo sábado (26).
A greve é uma reação à proposta da Petrobras para o dissídio salarial deste ano, que segundo a categoria, não repõe a inflação– a proposta é de reajuste de 70% da inflação medida pelo INPC–, e retira direitos adquiridos, como antecipação do 13º salário.
A FUP rejeitou também a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que fez a mediação entre as duas partes, proposta aceita apenas pelo Sindipetro RJ, que também aderiu à greve.
Os petroleiros negam também o plano de desinvestimentos da estatal, que está vendendo ativos para focar na exploração e produção do pré-sal. “A empresa está fechando e privatizando unidades em todo o país, acabando com postos de trabalho, através de diversos planos de demissão que estão sendo lançados”, diz a FUP, em comunicado.
A última grande greve da categoria foi realizada em 1995, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, também motivada pela ameaça de privatização da companhia. As negociações para o dissídio deste ano se arrastam desde maio.
*Com Broadcast/Estadão