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Bancos Pan e Inter lideram altas na Bolsa: veja as ações que mais sobem em 2019

Confira os destaques positivos da B3 desde início do ano

Bárbara Leite

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Além dos setores bancário e de carnes, papéis de transportadoras também vão bem em 2019–Foto: Pixabay

As ações do Banco Pan (BPAN4), controlado pelo BTG Pactual e pela Caixa Econômica Federal (CEF), são o destaque positivo na B3, Bolsa brasileira, em 2019, com salto acumulado de 345,9%, segundo dados compilados pela Avera Trading, que levam em conta a variação das 165 ações listadas no mercado de ações nacional até à última sexta-feira (27).

Os investidores estão reagindo à nova estratégia do Pan de lançar um banco digital completo voltado para os clientes das classes C, D e E. A expectativa é que a conta digital seja lançada ainda neste ano. O mercado vê que o banco tem vantagens sobre outros bancos digitais, devido à sua base de clientes ativos (são 4,5 milhões) e à força já comprovada na oferta de crédito, em especial, nos financiamentos de automóvel, de moto e consignado.

Em segundo lugar, estão os papéis do Banco Inter (BIDI4), o banco digital que alcançou, no fim do mês passado, a marca de 3 milhões de clientes com a abertura de 2 milhões de novas contas em um período de 11 meses, que sobem 197,6% no ano. 

O crescimento acelerado do banco, que quer ocupar, até ao fim de 2019, o sexto lugar no setor bancário brasileiro, hoje do Banrisul, só perdendo para os bancões (Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander), e a aposta do japonês Softbank na instituição–em agosto comprou 8,1% do banco; em setembro reforçou para 14,94%–animam os investidores.

Leia também: Banco Inter chega aos 3 mi de clientes e tem maior valorização em Bolsa no último ano

Em terceiro vêm as ações da pequena Minupar (MNPR3), que importa e exporta carne, ração para animais e cereais, com avanço de 180,7%.

Logo atrás estão os títulos da JBS (JBSS3), a maior processadora de carnes do mundo, que acumulam valorização de 180% em Bolsa em 2019.

A JBS deixou para trás os tempos negativos, após a delação em maio de 2017 dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa, que abalou a companhia e a Bolsa e complicou o então presidente Michel Temer. A proprietária da Friboi reverteu prejuízos, lucrando R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre, e vem se beneficiando com o aumento da peste suína africana que atingiu em cheio os rebanhos chineses e de países vizinhos.

Com o avanço da doença, a China teve de importar mais carne de porco e de frango para atender ao consumo interno. Embora a empresa não tenha tido nenhuma de suas plantas habilitadas para exportar para o país na última leva de 25 liberadas neste mês, começou a circular no mercado que a lista poderia ser ampliada, o que pode explicar a continuação do bom desempenho do papel neste ano a par dos indicadores chineses que mostram que o país elevou suas compras de carne do exterior.

Leia também: China importa mais, e preço da carne sobe no Brasil e no mundo

A empresa também foi beneficiada pelo incêndio, na fábrica de carne bovina Tyson Foods, no Estado americano do Kansas, em 9 de agosto, que paralisou as atividades da empresa, que tinha capacidade de processamento de 6 mil bovinos por dia. O evento trágico favoreceu a JBS, que tem operações nos EUA.

Além dos segmentos bancário e de carnes e derivados, o setor de transporte também se destaca no ano, com as ações da Log-In (LOGN3) e JSL (JSLG3) apresentando uma variação positiva de 157% em 2019.

Ações que mais subiram em 2019
(até dia 27 de setembro)
1º: Banco Pan: +345,9%
2º: Banco Inter (BIDI4): +197,6%
3º: Minupar (MNPR3): + 180,7%
JBS (JBSS3): +180%

Fonte: Avera Trading e B3

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