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Desemprego cai a 11,6%, com informalidade recorde; 1 milhão saem do subemprego

Segundo a Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE, a taxa de desocupação no país recuou no trimestre encerrado em outubro, mas queda segue sustentada pela alta de postos sem carteira e por conta própria; a boa notícia é que diminuiu o número de desalentados e aumentou o total de pessoas trabalhando mais horas

Bárbara Leite

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Taxa de desemprego no trimestre encerrado em outubro saiu em linha com o esperado pelos analistas–Foto: Agência Brasil

A taxa de desemprego do Brasil caiu novamente e ficou em 11,6% no trimestre encerrado em outubro, após ficar em 11,8% no trimestre finalizado julho. Mesmo assim, o país ainda tem 12,4 milhões de pessoas em busca de trabalho. Os dados são parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (29) pelo IBGE.

Apesar da queda na taxa, que ficou em linha com o previsto pelos analistas ouvidos pela Reuters (11,6%), o IBGE considera que houve estabilidade.

Segundo a analista da pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy, essa estabilidade “está relacionada a um crescimento menor da população ocupada no trimestre móvel encerrado em outubro”.

Após crescer 1,3% entre maio e julho, um acréscimo de 1,2 milhão de pessoas ocupadas, o aumento verificado no trimestre que vai de agosto a outubro foi de 0,5%, cerca de 470 mil pessoas a mais. Com isso, o contingente de ocupados passou de 93,6 milhões entre maio e julho para 94,1 milhões entre agosto e outubro.

Informalidade e trabalhadores por conta própria seguem em recorde

Os dados mostram que o desemprego segue sendo puxado pela informalidade, que seguiu em níveis recorde. O número de empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado chegou a 11,9 milhões de pessoas, novo recorde na série histórica, o que representa estabilidade em relação ao trimestre anterior e alta de 2,4% frente ao mesmo período de 2018.

Outro recorde foi na quantidade de trabalhadores por conta própria, que chegaram a 24,4 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 3,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Boa notícia: 1 milhão saem do subemprego

A boa notícia da Pnad Contínua no trimestre encerrado em outubro ficou por conta dos dados do sub-emprego, que integra as pessoas que trabalham menos que o seu potencial e os que desistiram de procurar vaga, além do estoque de desempregados. Os números revelam que um maior número de pessoas trabalhando mais horas.

Segundo o IBGE, caiu de 24,6% para 23,8% a parcela da população ativa que trabalhava menos do que gostaria ou que estava desalentada. Essa queda representa quase um milhão de pessoas a menos nesse contingente. Mesmo assim, são 27,1 milhões de pessoas nessa condição.

Entre os subocupados (aqueles que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam e estavam disponíveis para trabalhar mais), houve um recuo de 4,5% em relação ao trimestre anterior, uma redução de 332 mil pessoas.

Já o número de desalentados (que desistiram de procurar trabalho) também caiu 4,5% em relação ao trimestre anterior, 217 mil pessoas a menos.

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