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Use a Black Friday como aliada das suas finanças, não vilã

Marcela Kawauti

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A Black Friday se aproxima. A data teve início nos Estados Unidos como forma de impulsionar o consumo, e tem obtido sucesso neste propósito. No Brasil, apesar de a última sexta-feira do mês ser a data oficial do evento, as ofertas muitas vezes se estendem por toda a semana, dependendo da loja. Os números prometidos para as promoções que acontecerão no dia 29 de novembro são expressivos: segundo levantamento realizado pelo SPC Brasil, 21% dos empresários brasileiros do ramo de comércio e serviços devem participar do evento, oferecendo descontos de 24%, em média.

Diante de tantas ofertas e convites às compras, o consumidor pode achar difícil manter o sangue frio e colocar o racional acima do impulso de comprar além do que o orçamento permite. Para lidar com esse verdadeiro bombardeio de e-mails marketing, anúncios e propagandas sem terminar em uma situação financeira complicada, é possível adotar algumas atitudes simples, mas com potencial de resultar em economia e escolhas inteligentes, e não em descontrole das contas.

1) Liste com antecedência os produtos que você de fato precisa comprar. Isso vai te ajudar a não realizar uma série de compras desnecessárias apenas porque os itens estavam em promoção. Lembre-se de que, se você comprar algo que não estava precisando, nem mesmo um grande desconto tornará essa aquisição vantajosa.

2) Programe-se até mesmo para as compras por impulso. Isso significa que você pode deixar uma quantia separada para aquela compra que não é tão necessária assim. O importante é que faça isso de forma consciente, e de modo que não prejudique seu orçamento. Então, analise suas contas, calcule um valor médio de quanto irá gastar nas compras necessárias e fixe uma quantia para gastar com algum item que encontrar durante a Black Friday e que ache interessante. Mas é essencial respeitar o limite fixado!

3) Pesquise e compare preços. A pesquisa pode acontecer ao longo de todo o mês de novembro, para que você já tenha uma ideia de quanto custa os itens que deseja. Na hora da compra, por mais tentadora que pareça uma oferta, não deixe de dar uma olhada nas demais lojas, para se certificar de que está fazendo a melhor escolha. Os sites e aplicativos de comparação de preços podem ser seus aliados nessa hora.

4) Evite o parcelamento. Na ânsia de comprar mais, é comum acabar pagando pelas compras a prazo, de forma que as parcelas caibam no orçamento mensal. O problema normalmente acontece quando a fatura chega, e a soma de várias prestações supera em muito o que você havia imaginado. Para evitar esse problema, priorize o pagamento das suas compras à vista, lembrando que isso pode te render descontos – como muitas veze s acontece nas compras online com pagamento em boleto, por exemplo.

5) Tenha atenção às fraudes. Se for comprar pela internet, escolha sempre sites confiáveis. Se não conhecer a loja, faça uma pesquisa em sites de reclamações e nas redes sociais, consultando a opinião dos demais usuários. Lembre-se que o barato muitas vezes sai caro, e um preço muito abaixo do que a média pode significar dor de cabeça.

É importante ter em mente ainda que logo após a Black Friday acontecem as festas de final de ano, acompanhadas de gastos com as comemorações, presentes ou viagens. Na sequência, vem o mês de janeiro, que traz consigo os impostos de início de ano, como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar. Na hora de definir compras e gastos para a Black Friday, é importante levar também essas despesas em conta, de forma que o ano não se inicie já com as contas no vermelho. Lembre-se de que as promoções podem ser grandes aliadas do consumidor, mas apenas se as compras forem feitas de forma consciente e responsável.

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Marcela Kawauti aprendeu economia na graduação da Universidade de São Paulo (USP) e no mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de acumular mais de 10 anos de experiência. É economista-chefe do SPC Brasil e colaboradora do portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz. https://meubolsofeliz.com.br/

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