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Veja 21 razões por que a Forever 21 pode abrir falência

Rede varejista voltada ao público jovem está com dificuldades para pagar fornecedores e levantar caixa, e pode fechar lojas

Bárbara Leite

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Rede foi fundada em Los Angeles em 1984 pelo sul-coreano Do Wong Chang-Foto: Reprodução

Há cinco anos, a Forever 21 chegava ao Brasil para atropelar a concorrência. A cada inauguração de loja, uma fila gigante na porta. Agora, com dificuldades para pagar fornecedores e levantar caixa, a rede fast fashion está preparando os documentos para entrar com um pedido de recuperação judicial nos EUA. Com isso, a empresa pode fechar lojas, inclusive no Brasil, segundo a agência Bloomberg.

Para continuar operando, a companhia precisaria de US$ 150 milhões, mas o seu fundador, o sul-coreano Do Won Chang, busca manter o controle sobre a companhia, sem diminuir a sua participação na companhia, o que limita as formas de levantar caixa.

A dívida da empresa, que vence em 2022, soma mais de US$ 500 milhões. Em fevereiro, a varejista vendeu sua sede em Los Angeles por US$ 166 milhões.

O fechamento de lojas da Forever 21 não afeta apenas a rede, mas a operação de vários shoppings, uma vez que ela é loja-âncora de vários deles.

Fundada em 1984, a empresa tem mais de 800 lojas nos EUA, Europa, Ásia e América Latina. Seu modelo é baseado em roupas baratas, de qualidade inferior, e com diversas coleções novas por ano, para estimular o consumo principalmente do público mais jovem.

Entenda em 21 razões o que pode ter dado errado na estratégia da rede:

1. Lojas eram muito grandes

2. Crescimento das lojas foi muito rápido

3. Efeito Marie Kondo: a japonesa de 34 anos é fenômeno na TV americana. Ela apresenta um reality “A ordem na casa com Marie Kondo”, em que ensina as famílias a se livrarem da bagunça e das roupas que não fazem falta. O método Marie Kondo de dobrar as roupas em pequenos retângulos guardados levou muitas pessoas a se livrarem dos excessos e a não comprar mais roupa do que necessitavam.

4. Má experiência de compra na loja: essa experiência configura todas as impressões que o cliente tem quando entra em uma loja, o que engloba desde a disposição dos produtos, a decoração da loja, a vitrine, a postura dos funcionários.

5. Dados dos clientes hackeados: a empresa admitiu em 2017 que seus servidores foram invadidos e hackers roubaram dados financeiros de seus clientes.

6. Concorrência cresceu: Outras marcas como Zara, H&M e Target começaram a disputar o consumidor da Forever 21. Esses concorrentes oferecem peças com uma qualidade ligeiramente maior por alguns dólares a mais.

7. Diminuiu os descontos oferecidos

8. Ficou sem dinheiro em caixa

9. Qualidade baixa das roupas, calçados e acessórios

10. Presença reduzida no comércio online

11. Não tem responsabilidade social

12. Operações internacionais deram errado

13. Millennials e Geração Z preferem qualidade: Jovens nascidos entre 1995 e 2010, que têm entre 9 e 24 anos, são considerados millennials; já a geração Z inclui os jovens que nasceram entre 1997 e 2012, que têm atualmente de 7 a 22 anos.

14. Não usa boas práticas de sustentabilidade

15. Processos judiciais de plágio de design das roupas

16. Investigação de uso de trabalho escravo

17. Gestão fragmentada

18. Muitas lojas sem dar lucro

19. Faltou comprar a American Appeal: a rede também americana entrou com pedido de recuperação judicial em 2015 e fechou todos os pontos físicos no país, relançando a sua operação apenas no comércio eletrônico.

20. Poucas opções de tamanhos das roupas

21. Concorrência cada vez maior do comércio online

*Com informações da Bloomberg


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