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Mercado passa a ver alta do PIB de 1% neste ano e próximo a 2,5% em 2020

Após a divulgação do IBC-Br de setembro, que veio bem acima das estimativas, os economistas já começaram a rever para cima suas projeções para o crescimento econômico do país

Bárbara Leite

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Semana do Brasil, criada para impulsionar as vendas no varejo em setembro, ajudou a puxar a alta da economia no mês–Foto: Agência Brasil

A divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas em um país) brasileiro de setembro, na última quinta-feira (14), que superou as expectativas, já levou os economistas a reverem suas projeções para o crescimento da economia brasileira em 2019 e no ano que vem.

Agora, o mercado já vê o PIB do Brasil crescer 1% em 2019, e, em 2020, um percentual próximo dos 2,5%, contra alta de 0,90% antes para este ano e de 2% no ano que vem.

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Segundo o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central (BC), a economia cresceu 0,44% em setembro, contra 0,30% esperados, e 0,91% no terceiro trimestre ante 0,70% previstos pelo mercado. Para os analistas, os números de setembro foram impulsionados pela liberação inicial dos saques de até R$ 500 por conta do FGTS, pela Semana do Brasil (Black Friday brasileira), além dos efeitos do corte da taxa básica de juros da economia, a Selic, iniciado em julho.

“A alta do IBC-Br em setembro veio em linha com os melhores resultados apresentados pelos principais setores da economia brasileira (indústria, serviços e comércio) e reforçou a mensagem de que o movimento de recuperação da economia tem sido cada vez mais disseminado entre os setores. A recuperação que antes era apresentada apenas pelos indicadores de comércio (especialmente pelo comércio de produtos duráveis), hoje já começa a ser apresentada por outros setores da economia”, segundo relatório da XP Investimento, que reviu suas projeções para alta de 1% em 2019 e de 2,3% em 2020.

Segundo o IBGE, as vendas no varejo no Brasil tiveram o melhor setembro em dez anos. O setor de serviços também mostrou bom desempenho: teve a maior expansão para o mês desde 2014, enquanto a produção industrial, o setembro mais forte em dois anos.

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Para os economistas da XP, “a recuperação das vendas de produtos duráveis continuará sendo um dos principais vetores de crescimento da atividade brasileira nos próximos meses, mas entendemos que a partir do momento que o mercado de trabalho começar a apresentar uma recuperação mais sólida, mais setores da economia começarão a se beneficiar do ciclo econômico”.

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Em seu relatório, o UBS também destaca que “há evidências crescentes de uma
ciclo de crescimento espalhado pelos setores”, prevendo uma retomada para 2020. Para 2019, o banco ainda estima que o PIB aumente 0,90%; para o terceiro trimestre do ano, cujo resultado do IBGE sai no próximo dia 3 de dezembro, a estimativa está em 0,50% de avanço.

“O crescimento está acelerando para 1,5%-2% ao ano em vez de 1% durante 2017-18”, destacam os economistas do banco suíço. “À medida que os choques do passado desaparecem e com uma flexibilização monetária significativa, que tem efeitos no crédito e na demanda interna, projetamos o PIB ganhando força para 2020”, diz o UBS, que estima um crescimento de 2,5% na economia no próximo ano.

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Após o IBC-Br, a Go Associados passou a ver uma alta de 0,54% no terceiro trimestre e de 1,15% em 2019, enquanto a Mongeral Aegon Investimentos estima alta de 0,60% de julho a setembro e 1% no ano.

Na Trafalgar Investimentos, o economista-chefe Guilherme Loureiro manteve a perspectiva para o PIB do terceiro trimestre, de 0,50%, de 2019 (1%) e de 2020 (2,5%). “Os dados reforçam a expectativa que já era mais otimista para o terceiro trimestre”, disse.

Para o Banco Modalmais, o PIB brasileiro deve fechar o ano com crescimento de 0,99%, enquanto o Banco MUFG Brasil vê o indicador fechando o ano com alta de 1%. “O desempenho no quarto trimestre tende a ser ainda melhor em meio aos estímulos das vendas no final do ano”, segundo relatório do banco, que projeta uma alta de 0,40% para o terceiro trimestre.  

Na última semana, o Boletim Focus, que reúne as estimativas de cerca de cem analistas do mercado, estimava que a economia brasileira crescesse 0,92% em 2019 e 2,08% em 2020.

*Com Broadcast/Estadão

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