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Serviços sobem 1,2% em setembro, batem previsões e saem do vermelho no ano

Segundo o IBGE, o setor teve o melhor setembro em cinco anos e anulou as perdas em 2019 com o avanço no mês, o maior desde agosto de 2018; SP e Rio puxaram as altas; locação de veículos entre as maiores contribuições positivas

Bárbara Leite

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Locação de carros está entre as maiores altas nos serviços; motoristas de aplicativo têm recorrido ao aluguel para trabalhar–Foto: Reprodução

O setor de serviços subiu 1,2% em setembro, bem acima das previsões de alta de 0,5%, no melhor mês de setembro desde 2014 e no maior aumento desde agosto de 2018 (1,9%), de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (12).

O setor, que havia apresentado cinco taxas negativas durante o ano (em agosto, o segmento havia caído), mostra recuperação ao sair do patamar negativo no acumulado no ano. “Com essa alta, o volume de serviços zera as perdas ao longo de 2019 e passa a mostrar expansão no acumulado do ano de 0,6%, superando em 0,1% o patamar de dezembro de 2018”, comenta o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Até agosto, o volume de serviços havia acumulado tantas taxas negativas no ano que se encontrava 1,5% abaixo do nível de dezembro de 2018. Na soma dos últimos 12 meses, o crescimento está em 0,7%.

Setor de transportes e serviços administrativos

O avanço em setembro teve destaque do setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio que, com alta de 1,6%, recuperou a perda de 0,7% de agosto.

Outra alta significativa foi nos serviços profissionais, administrativos e complementares, de 1,8%, sendo o segundo resultado positivo seguido da atividade, que acumula ganho de 2,6%. Em contrapartida, os serviços de informação e comunicação, com queda de 1% assinalaram a única taxa negativa de setembro, eliminando, portanto, parte do ganho de 2,3% acumulado entre julho e agosto.

No confronto com setembro do ano anterior, o volume de serviços apontou expansão de 1,4%, após ter registrado retração de 1,3% em agosto. Houve aumento em apenas 80 dos 166 tipos de serviço pesquisados (48,2%), segundo o IBGE

‘Efeito Uber’?: locação de automóveis em alta

De acordo com o IBGE, as principais contribuições positivas para o volume de serviços na comparação com setembro de 2018 vieram de locação de automóveis, corretoras de títulos e valores mobiliários, transporte dutoviário, serviços de engenharia e desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis, além de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet.

Em setembro, o índice de atividades turísticas cresceu 4,8% frente a agosto, que havia apresentado retração de 4,5%. Comparado a setembro do ano passado, o setor apresentou expansão de 1%, impulsionado, principalmente, pelo aumento de receita das empresas de locação de automóveis. Contudo, os segmentos de transporte aéreo e rodoviário de passageiros e de restaurantes apontaram as principais influências negativas sobre a atividade.

Motoristas de aplicativo como o Uber têm recorrido ao aluguel de veículos para prestar seus serviços no mercado.

Já os serviços que mais influenciaram o índice negativamente na comparação com setembro de 2018 foram os de operadoras de TV por assinatura por satélite, transporte rodoviário de carga, administração de fundos por contrato ou comissão, consultoria em tecnologia da informação, soluções de pagamentos eletrônicos, atividades de agenciamento marítimo e operação dos aeroportos.

SP e RJ puxam resultados positivos

O bom resultado não foi sentido em todo o país: apenas 11 das 27 unidades da federação avançaram frente a setembro do ano passado. As principais contribuições positivas ficaram com São Paulo (3,3%) e Rio de Janeiro (3,5%), onde o segmento de tecnologia da informação exerceu o impacto positivo mais significativo. Por outro lado, as influências negativas mais relevantes vieram da Bahia (-5,6%) e do Rio Grande do Sul (-2,3%), pressionados, especialmente, pelo ramo de transporte rodoviário de cargas.

Mas, em comparação a agosto, 14 das unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços. Com destaque para São Paulo (1,6%), Rio de Janeiro (1,5%), Paraná (1%) e Distrito Federal (1,3%), sendo que os três primeiros recuperaram integralmente as perdas de agosto. Já os principais resultados negativos em relação ao mês anterior vieram do Espírito Santo (-4,4%) e da Bahia (-2,2%).

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