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Obra de Banksy com ‘parlamento de chimpanzés’ é vendida por R$ 49,9 milhões e bate recorde

Quadro do artista anônimo, que ficou conhecido por triturar sua pintura após o leilão há quase um ano, foi arrematada nesta quinta por um valor cinco vezes acima do esperado

Bárbara Leite

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"Parlamento devolvido", de 2009, tem chimpanzés no lugar de parlamentares na Câmara do Reino Unido–Foto: Reprodução

Quase um ano após a tela “Menina com balão” ser parcialmente destruída depois de arrematada por 1 milhão de libras (R$ 5,05 milhões), um novo quadro do artista britânico Banksy mostrando chimpanzés sentados no Parlamento britânico foi a leilão pela Sotheby’s de Londres nesta quinta-feira (3) e arrematou 9,88 milhões de libras esterlinas (R$ 49,9 milhões ou US$ 12,2 milhões), um novo recorde para artista, cuja identidade é desconhecida.

O valor do quadro “Devolved Parliament” (“Parlamento devolvido”), de 2009, no qual o artista faz uma sátira da elite política da Grã Bretanha, com chimpanzés no lugar de parlamentares na Câmara dos Comuns, a câmara baixa do Parlamento, ficou bem acima das estimativas, que previam um valor de cerca de 2 milhões de libras esterlinas (R$ 10,08 milhões).

A cifra também foi a maior que o artista já conseguiu em um leilão. O recorde anterior era a tela “Keep it Spotless” (Mantenha impecável) , vendida pela Sotheby’s de Nova York, em 2008, por US$ 1,870 milhão (R$ 7,64 milhões).

Segundo a casa de leilões, esta é a maior tela conhecida do artista anônimo, abrangendo 3,962 metros.

A venda ocorre depois que a polêmica suspensão de cinco semanas do Parlamento britânico pelo primeiro-ministro Boris Johnson foi considerada ilegal pela Suprema Corte, com o tempo se esgotando antes do Reino Unido deixar a União Europeia, o chamado Brexit, em 31 de outubro. “Nunca houve um melhor hora de levar essa pintura a leilão “, disse Alex Branczik, diretor do departamento de arte contemporânea da Sotheby’s.

Pessoas e políticos no Reino Unido permanecem divididos sobre como deixar o bloco europeu de 28 países. Johnson insiste que quer chegar a um consenso, mas está exigindo mudanças significativas no acordo de saída negociado por sua antecessora, Theresa May, e que foi rejeitado três vezes pelo Parlamento britânico.

A UE diz que ainda aguarda propostas concretas de Londres para manter uma fronteira aberta entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, país-membro do bloco europeu – o chamado backstop, principal ponto de discórdia nas negociações.

*Com agências

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