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EDP Brasil quer dobrar de tamanho até 2022 com foco na transmissão e distribuição

90% do investimento da companhia nos próximos anos será concentrado na duas áreas, disse o CEO da elétrica brasileira, braço da portuguesa EDP, no “EDP Investor Day”, realizado nesta quarta-feira (6)

Bárbara Leite

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Miguel Setas: "Nossa expectativa é dobrar a escala em um horizonte de três a cinco anos"–Foto: Bárbara Leite/Economia Bárbara

A EDP Energias do Brasil (ENBR3) aumentou sua presença no país em 2019, com os investimentos atingindo R$ 1,6 bilhão, mais que o dobro do ano anterior, e a expectativa é dobrar de tamanho até 2022, com foco na transmissão e distribuição de energia elétrica, disse Miguel Setas, presidente executivo (CEO) da companhia, no “EDP Investor Day”, realizado nesta quarta-feira (6), em São Paulo.

“Com base nos investimentos já realizados, a nossa expectativa é dobrar a escala da companhia em um horizonte de três a cinco anos em relação a 2017”, afirmou Setas.

De acordo com o CEO da EDP Brasil, o foco da elétrica serão os negócios de transmissão e distribuição. Estão previstos investimentos anuais de cerca de R$ 600 milhões para expansão e melhoria das redes das duas distribuidoras da empresa, de São Paulo e do Espírito Santo, que atendem cerca de 3,5 milhões de clientes. A companhia possui ainda uma posição minoritária de 23,6% na Celesc (distribuidora de Santa Catarina).

Setas destacou os investimentos no projeto de instalação de medidores inteligentes na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo. “Este é o primeiro passo de um amplo programa de Smart Grids (redes inteligentes de energia), que deve se desdobrar para 1,16 milhão de clientes em 2020”, afirmou.

Para a transmissão, o valor é de R$ 3,1 bilhões, até 2022, para a construção de 1,3 mil quilômetros de linhas e de quatro subestações em Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão.

A empresa entrou no mercado de transmissão em outubro de 2016 e até agora arrematou 1.441 quilômetros (km) de linhas, sendo que 113 km estão em operação. No segmento já foram investidos R$ 1,4 bilhão, de um total de previsto de R$ 3,8 bilhões.

“O negócio da transmissão representava 1% do Ebitda ( lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) da companhia e vai representar 21% em 2022. É uma área que tem taxas de rentabilidade muito favoráveis e onde vemos uma oportunidade de crescimento que é bastante diferenciada em relação a outros segmentos de negócio”, disse Miguel Setas.

No Brasil, a companhia controlada pela portuguesa EDP, opera ainda um parque gerador de 2,9 GW (gigawatts) de capacidade e 331 MW (megawatts) de energia eólica.

 “O nosso foco está nos investimentos em redes de transmissão e de distribuição. 90% do nosso investimento nos próximos anos está concentrado na área das redes. Os projetos de transmissão que nós estamos a executar no país todo. São seis lotes de transmissão que estamos a fazer. E nas nossas duas distribuidoras, em São Paulo e no Espírito Santo. Adicionalmente temos uma participação minoritária em Santa Catarina na Celesc. E o foco de desenvolvimento da companhia está nesses dois segmentos de negócio”, afirmou Setas no “EDP Investor Day”.

Energias limpas

No evento, Setas lembrou do recente projeto do grupo de instalação de estações para recarga de veículos elétricos. “Na área de serviços de energia, destaco nosso recente anúncio da instalação, em São Paulo, da primeira e maior rede de recarga ultrarrápida de veículos elétricos da América do Sul, por meio de um investimento de R$ 32,9 milhões”, disse o presidente da EDP Brasil.

O projeto conta com a parceria de marcas como Audi, Porsche e Volkswagen, além de Siemens, ABB e Electric Mobility, acrescentou.

Em 2019, diz, o grupo concluiu, “em Itacarambi, no norte de Minas Gerais, o maior complexo de energia solar já implementado pela empresa. Construído para a Multiplan, o conjunto de duas usinas, com capacidade de 8,33 MWp (Megawatt-pico), supre 100% do abastecimento energético do VillageMall, centro comercial localizado no Rio de Janeiro. Segundo a Multiplan, o empreendimento, que abrange uma área equivalente a 24 campos de futebol, proporcionará uma economia de R$ 55 milhões na conta de energia do shopping ao longo de 10 anos”.

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