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Irã retalia ataque dos EUA; Bolsa do Japão cai 1,5%, petróleo dispara e ouro sobe

Duas bases no Iraque que abrigam forças americanas e iraquianas foram atingidas por mais de uma dúzia de mísseis iranianos na noite desta terça (7): a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou o atentado; Trump avalia resposta; aversão a risco aumenta

Bárbara Leite

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Imagem da TV estatal iraniana que mostra supostos foguetes lançados contra base americana no Iraque - Foto: Reprodução

Duas bases no Iraque que abrigam forças americanas e iraquianas foram atingidas por mais de uma dúzia de mísseis iranianos na noite desta terça (7) – madrugada de quarta (8) no horário local -, informou o Pentágono.

A base aérea de Ain Al-Asad, no oeste do país, é uma das que foram atingidas, e a outra está em Erbil, quarta maior cidade do Iraque e capital da região autônoma do Curdistão.

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A Guarda Revolucionária do Irã (GRI) reivindicou os ataques.

O ataque ocorre após grupos armados pró-Irã prometerem unir forças para responder à ofensiva de um drone americano que na sexta-feira (3) matou o general iraniano Qassem Soleimani e o líder militar iraquiano Abu Mahdi al Muhandis em Bagdá, capital do Iraque. Suleimani chefiava a força de elite da GRI, chamada Quds.

O Pentágono confirmou que os mais de 12 mísseis foram lançados pelo Irã. “Está claro que esses mísseis foram lançados do Irã e tinham como alvo duas bases militares iraquianas onde havia tropas americanas e aliados em Al-Assad e Irbil”, disse que Jonathan Hoffman, assistente do departamento de Defesa.  “Estamos trabalhando nas avaliações iniciais dos danos”, disse.

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Ainda segundo fontes de segurança do Iraque, há relatos de vítimas iraquianas, mas não há informações sobre quantas são ou se elas foram mortas ou feridas. Autoridades americanas informaram à CNN que não há relatos de vítimas dos EUA.

Um porta-voz das forças armadas da Noruega disse à Associated Press que cerca de 70 soldados noruegueses estavam na base de Al-Asad, mas que não houve relatos de feridos.

O presidente americano, Donald Trump, está a par do ataque, segundo a AP. “O presidente foi informado e está monitorando a situação de perto e consultando sua equipe de segurança nacional”, disse a Casa Branca em comunicado. A informação era de que Trump faria um pronunciamento à nação ainda nesta noite, mas a Casa Branca recuou e não haverá discurso.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e o secretário da Defesa, Mark Esper, estão na Casa Branca, segundo a rede CNN.

Bolsa do Japão abre em queda; ouro sobe e petróleo dispara

Em reação à resposta do Irã, que aumenta os temores de um conflito armado com os EUA, a Bolsa do Japão recuou 1,5% na abertura, o maior tombo desde agosto.

Já o petróleo Brent, que serve de referência para a Petrobras, era negociado acima de US$ 70, o maior valor desse setembro, quando a Saudi Aramco, maior petrolífera do mundo, foi atacada por drones.

Pelas 23h, o petróleo Brent estava nos US$ 70,36 o barril, uma alta de 2,90%. Já o petróleo WTI, negociado nos EUA, estava em US$ 64,47, com valorização de 2,82%.

Já o ouro subia 1,41% para US$ 1.597 a onça-troy (unidade de medida que é negociada em Bolsa e representa 31,1035 gramas), acumulando ganhos pelo oitavo pregão consecutivo.

Ameaças

De acordo com a rede de TV iraniana, o ataque é parte da operação de vingança de Teerã, chamada de “Mártir Soleimani”, contra a morte do general Qassem Soleimani.

“Estamos alertando todos os aliados dos americanos, que deram suas bases ao seu exército terrorista, de que qualquer território que seja ponto de partida de atos agressivos contra o Irã será alvo”, declarou a Guarda Revolucionária do Irã por meio da Irna, a agência de notícias oficial iraniana.

A guarda também ameaçou Israel e alertou os EUA de que retirem tropas da região para evitar a morte de mais soldados. Em seu canal no aplicativo de mensagens Telegram, a guarda disse que, se os EUA retaliarem o ataque, iriam responder à ofensiva “dentro da América”.

*Com G1 e Folha.com


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