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Com queda dos serviços de caminhoneiros, setor tem pior agosto em 2 anos

Segundo o IBGE, volume do segmento caiu 0,2%, pressionado pelos transportes, que acumulam tombo anual de 7,9%; dados que vieram pior que o esperado sinalizam que a atividade e a economia estão com dificuldade para crescer

Bárbara Leite

Publicado

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Segundo IBGE, serviços de transportes recuam por conta da fraqueza da indústria–Foto:Divulgação

Pressionado pela queda do setor de transportes, o volume do setor de serviços, o mais importante do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas em um país) do Brasil, caiu 0,2% em agosto, no ritmo mais fraco para o mês dois anos e o quinto resultado negativo do segmento em 2019, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE, nesta sexta-feira (11).  Em relação a agosto de 2018, a queda foi de 1,4%.

Os números vieram piores do que o esperado pelo mercado, que era de queda de 0,1% no mês e de alta anual de 1%, sinalizando que o setor e a economia brasileira estão com dificuldades para crescer.

Para o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, as cinco taxas negativas definem o panorama do ano até aqui. “A variação negativa de 0,2% é moderada, mas as cinco taxas negativas foram mais intensas do que as positivas, fazendo o setor de serviços ficar 1,5% abaixo do nível de dezembro de 2018”, explicou.

Em agosto, houve quedas em três das cinco atividades. Destaque para o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que recuou 0,9%. Outros serviços caíram 2,7% e serviços prestados às famílias (-1,7%). Na comparação anual, a queda dos serviços dos transportes, em especial do terrestre, onde se enquadram os caminhoneiros, acumula tombo de 7,9%.

“Transportes estão em queda em todas as comparações, incluindo os índices acumulados no ano e em 12 meses. Sua grande aderência com a atividade industrial explica esse comportamento”, disse Rodrigo, lembrando que a atividade participa com cerca de 30% no setor de serviços.

Considerando toda a série histórica, iniciada em 2011, o volume de serviços do país se encontra 12,1% abaixo do recorde, alcançado em novembro de 2014.

“O setor de serviços mantém uma clara dificuldade de reagir e isso pode ser visto pela instabilidade do setor, que ora cresce, ora cai”, avaliou Lobo.

“Essa instabilidade do setor de serviços é compatível com o nível e com o ritmo de crescimento da economia brasileira, que reage de forma lenta e gradual”, completou.

 

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